Como se joga
Todos jogam juntos contra o falsificador de arte Belratti, divididos entre direção do museu e pintores; os papéis se alternam. Duas cartas de imagem viradas para cima definem os temas. Os pintores colocam cartas da mão viradas para baixo, cada uma pensada para um tema, e só podem dizer o quanto as próprias cartas combinam. Quatro falsificações aleatórias são misturadas a elas. A direção do museu associa os quadros aos temas e separa quatro supostas falsificações. Quadros dos pintores colocados no tema pretendido contam para a equipe; falsificações aceitas, para Belratti. Com seis falsificações, a partida termina; com 15 pontos ou mais, a equipe vence.
O que o jogo pode estimular
Belratti vive de se colocar no lugar dos outros: os pintores pensam em qual ligação a direção do museu vai perceber, e a direção reconstrói o raciocínio deles. É tomada de perspectiva nos dois sentidos. Uma imagem pode combinar com um tema pelo significado, pela forma ou pela cor: se estão na mesa uma orelha e um saco de dinheiro, a qual dos dois pertence o celular? Isso exige flexibilidade cognitiva. Os pintores praticam o controle de impulsos: ficam calados enquanto os próprios quadros são mal interpretados.
Especialmente indicado para
- Crianças a partir de 8 anos que gostam de fazer associações inusitadas
- Partidas em família com muita gente, inclusive com sete pessoas
- Crianças que não gostam de perder: todos contra Belratti
Menos indicado para
- Partidas a dois: só funciona a partir de três pessoas
- Quem lida mal com o azar
Nossa conclusão
Belratti vale a pena para famílias em grupos grandes, de até sete pessoas, e para crianças a partir de 8 anos que gostam de saltos de raciocínio: todos jogam juntos contra o falsificador de arte, o que alivia quem perde. Em 2019, esteve na lista de recomendados do Spiel des Jahres e ganhou o prêmio À la carte. Os limites são a impossibilidade de jogar a dois e as falsificações que combinam por acaso e deixam algumas rodadas sem chance.
Para começar bem
- Passar os papéis adiante depois de cada rodada: as cartas vão para o vizinho da esquerda, e assim todos se alternam entre direção do museu e pintores.
- Deixar claro desde o início que os pintores só podem dizer o quanto as próprias cartas combinam, nada mais.
- Anunciar o fim: com a sexta falsificação, o jogo termina, e a equipe vence com 15 pontos ou mais.
Em detalhes
Variantes e número de jogadores
Segundo o Spiel des Jahres, Belratti é de Michael Loth e é para de 3 a 7 pessoas a partir de 9 anos; a primeira edição foi publicada pela Mogel e, desde 2023, existe uma reedição revisada pela Kosmos. A edição distribuída no Brasil indica a partir de 8 anos. Segundo o Brettspielpoesie, a edição da Mogel tem 168 cartas, e a reedição da Kosmos, 192. As regras da reedição da Kosmos trazem as mesmas regras básicas da edição da Mogel: dois temas, quatro falsificações, fim a partir de seis falsificações, vitória a partir de 15 pontos e passagem dos papéis; a dificuldade pode ser ajustada, e com três falsificações o jogo fica mais fácil. Segundo o Reich der Spiele, os papéis se alternam depois de cada rodada.
O que dizem as resenhas
Segundo o Spiel des Jahres, Belratti esteve em 2019 na lista de recomendados, e a revista Fairplay o elegeu vencedor do prêmio À la carte de 2019. A Fairplay elogia a diversão e o fato de o jogo funcionar com sete pessoas. Na resenha da edição da Mogel, o Hall9000 elogia as conversas e o exercício de se colocar no lugar dos outros; o Hall9000 critica as falsificações que, por acaso, combinam perfeitamente e os desenhos simples. Na resenha da edição da Mogel, o Brettspielpoesie também critica o fato de as falsificações às vezes combinarem perfeitamente e, na comparação das duas edições, também a obrigação de associar os quadros aos temas.
Em comparação
Bomb Busters (a partir de 10 anos, de 2 a 5 pessoas, cerca de 30 minutos) compartilha com Belratti a área de desenvolvimento da cooperação e exige, como Belratti, tomada de perspectiva; somam-se o raciocínio dedutivo e a avaliação de riscos. Quem se frustra rápido com desafios de números se dá menos bem com Bomb Busters. Paleo (a partir de 10 anos, de 2 a 4 pessoas, cerca de 45 a 60 minutos) compartilha com Belratti a área de desenvolvimento da cooperação; o perfil de Paleo inclui ainda a lógica e o planejamento, e o de Belratti, a flexibilidade. Bomb Busters e Paleo já podem ser jogados a dois; Belratti, só a partir de três pessoas. Belratti combina com crianças a partir de 8 anos que gostam de pensar fora da caixa, com grandes grupos familiares de até sete pessoas e com crianças que não gostam de perder, porque todos jogam juntos contra o falsificador de arte Belratti; quem lida mal com o azar se dá menos bem com Belratti.
Fontes
Perguntas frequentes
Qual é a idade indicada para Belratti?
A idade indicada para Belratti é a partir de 8 anos. Uma criança está pronta quando gosta de se colocar no lugar dos outros, percebe que as imagens podem se ligar de várias maneiras, ou seja, pelo sentido, pela forma ou pela cor, e consegue ficar calada quando as próprias imagens são mal interpretadas.
Quanto tempo dura uma partida e quantas pessoas podem jogar?
Uma partida dura cerca de 30 minutos. Jogam de 3 a 7 pessoas, todas juntas contra o falsificador de arte; a dois não é possível. A equipe vence com 15 pontos ou mais, e a sexta falsificação encerra a partida.
Quais habilidades Belratti pode estimular?
O perfil de habilidades indica a cooperação e a flexibilidade. Todos jogam juntos contra Belratti, e uma imagem pode pertencer a um tema de várias maneiras: com os temas orelha e saco de dinheiro, por exemplo, não está claro onde entra um celular.
E se uma criança não gostar de perder?
Aqui ninguém perde sozinho, porque todos enfrentam Belratti juntos. Isso alivia, mesmo que falsificações aleatórias às vezes combinem tão bem que a equipe quase não tenha chance.



