Como se joga
Em um mapa-múndi, quatro doenças se espalham na forma de cubos coloridos; cada pessoa tem um papel especial. Na sua vez, cada jogador tem quatro ações, como viajar, remover cubos ou passar cartas de cidade. Cinco cartas de cidade da mesma cor, entregues em um centro de pesquisa, resultam em uma cura. Em seguida, o jogador da vez compra duas cartas de jogador, às vezes com uma epidemia entre elas, e infecta cidades. Quando uma cidade deveria receber um quarto cubo, ocorre, em vez disso, um surto: a doença se espalha para as cidades vizinhas. A equipe vence com quatro curas e perde com oito surtos, se faltarem cubos ou se o monte de cartas de jogador acabar.
O que o jogo pode estimular
Pandemic exige planejamento em equipe. Todas as jogadas precisam se encaixar, e muita coisa precisa ficar na cabeça: onde há risco de surto, quem está juntando qual cor? Não gastar em um voo cômodo uma carta de cidade necessária para a cura exige controle de impulsos. Depois de uma epidemia, as cidades já infectadas são embaralhadas e voltam para o topo do monte de infecção: as que acabaram de ser atingidas logo voltam a sair. Quem leva isso em conta avalia riscos. Como todos opinam, mas quem decide é a pessoa que está na vez, as crianças se exercitam em justificar as próprias sugestões.
Especialmente indicado para
- Jovens a partir de 14 anos que gostam de antecipar jogadas
- Famílias que preferem jogar juntas
- Primeiro passo rumo a jogos cooperativos mais exigentes
Menos indicado para
- Grupos em que alguém gosta de mandar
- Crianças que têm dificuldade em aceitar derrotas
Nossa conclusão
Pandemic vale a pena para famílias com jovens a partir de 14 anos que gostam de quebrar a cabeça juntas e preferem enfrentar o jogo a competir entre si. O ponto forte é a tensão quando as doenças se espalham e a equipe precisa coordenar as jogadas. Os limites são os participantes que gostam de mandar e as crianças que lidam mal com derrotas.
Para começar bem
- Antes de cada jogada, conversar rapidamente em conjunto e depois deixar que a pessoa da vez decida. Assim o plano continua sendo de todos, e cada criança se exercita em justificar as próprias sugestões.
- Para conhecer o jogo, basta a variante de aprendizado com quatro cartas de epidemia e as cartas da mão abertas sobre a mesa.
- Depois de uma epidemia, as cidades recém-atingidas logo voltam a ser alvo; tomar precauções a tempo nessas cidades evita surtos mais tarde.
Em detalhes
Variantes e número de jogadores
Pandemic é de Matt Leacock; a primeira edição alemã foi lançada pela Pegasus com o título “Pandemie”, e a reedição é publicada desde 2013 pela Z-Man (distribuição da Asmodee), desde 2020 com o nome “Pandemic”. A edição alemã atual inclui, entre outros componentes, 59 cartas de jogador, 48 cartas de infecção, 96 cubos de doença e seis centros de pesquisa. Para as primeiras partidas, o manual de regras recomenda quatro cartas de epidemia; na variante de aprendizado, as cartas ficam viradas para cima. Cada pessoa recebe um papel especial; o cientista, por exemplo, precisa de apenas quatro cartas para uma cura.
O que dizem as resenhas
O júri do Spiel des Jahres indicou “Pandemie” em 2009; o vencedor foi Dominion, e no Deutscher Spiele Preis 2009 “Pandemie” ficou em 3º lugar, atrás de Dominion e Le Havre. Segundo a Wikipédia em inglês, o Ars Technica chama Pandemic de clássico moderno; a principal crítica citada ali é o “quarterbacking”, em que uma pessoa dominante comanda todas as outras. O Reich der Spiele escreveu em 2009 que o tema é retratado de forma angustiante e que a propagação das doenças gera tensão; segundo a resenha, o jogo é adequado para crianças maiores e famílias. A mesma resenha critica o problema do líder e as primeiras partidas, que chegam ao limite da frustração.
Em comparação
Sky Team (a partir de 14 anos, 2 pessoas, cerca de 15 a 20 minutos) compartilha com Pandemic as áreas de desenvolvimento da cooperação e da lógica e do planejamento e exige, como Pandemic, planejamento antecipado. Como não se pode falar sobre os números dos dados, em Sky Team cada dado colocado vira uma mensagem; enquanto Pandemic comporta até quatro pessoas, Sky Team só funciona a dois. Paleo (a partir de 10 anos, de 2 a 4 pessoas, cerca de 45 a 60 minutos) tem as mesmas duas áreas de desenvolvimento e o mesmo número de pessoas que Pandemic e exige, como Pandemic, planejamento antecipado, combinação em equipe e avaliação de riscos. Assim como Pandemic, Paleo não é para crianças que lidam mal com o fracasso, e o começo leva tempo.
Fontes
- Asmodee Alemanha: Pandemic (página do produto, em alemão)
- Z-Man: manual de regras de Pandemic (PDF)
- Spiel des Jahres: Pandemie (em alemão)
- Wikipédia (em alemão): Spiel des Jahres
- Wikipédia (em alemão): Deutscher Spiele Preis
- Wikipédia (em alemão): Pandemie (Spiel)
- Wikipédia (em inglês): Pandemic
- Reich der Spiele: resenha
Perguntas frequentes
Qual é a idade indicada para Pandemic?
A idade indicada para Pandemic é a partir de 14 anos. Uma criança costuma estar pronta quando consegue aceitar uma partida perdida e se manter no plano comum, mesmo quando uma jogada mais cômoda é tentadora.
Quanto tempo dura uma partida e quantas pessoas podem jogar?
Uma partida dura cerca de 30 a 60 minutos, e jogam de 2 a 4 pessoas. Todas formam uma equipe contra o jogo e vencem assim que houver uma cura para cada uma das quatro doenças.
Quais habilidades Pandemic pode estimular?
Pandemic pode fortalecer a cooperação, além da lógica e do planejamento. Quem guarda uma carta de cidade para a cura, em vez de usá-la em um voo cômodo, planeja várias jogadas à frente e se coordena com os outros.
E se uma pessoa quiser decidir tudo?
Essa crítica aparece em várias resenhas: uma pessoa comanda, as outras executam. Segundo o manual de regras, todos podem dar sugestões livremente, mas quem decide é a pessoa que está na vez.



