Como se joga
Na edição alemã analisada, 36 cartas redondas ficam expostas, voltadas para cima: números de 1 a 6 em seis cores. À vez, alguém lança o dado de cor e o dado de número, por exemplo «Azul 4»; todos pousam ao mesmo tempo a mão nessa carta. A mais rápida fica com a carta e guarda-a voltada para baixo. Se já tiver dono, diz-se o nome da pessoa que se julga ser a dona: o próprio nome também é permitido. Um palpite certo traz ou garante a carta; um palpite errado custa uma carta própria. Ganha quem primeiro tiver dez cartas (a três), oito (a quatro) ou seis (a cinco).
O que o jogo pode estimular
Na edição alemã analisada, cada cor e cada número aparecem seis vezes, e a carta procurada não salta à vista: o olhar verifica duas características ao mesmo tempo, o que é pesquisa visual sob pressão do tempo, em que conta a mão mais rápida. A cada carta atribuída, cresce a parte da memória: quem ficou com o «Vermelho 2», e mudou de dono desde então? Memorizar e atualizar isto exige memória de trabalho. Um nome dito com pouca certeza pode custar uma carta: é preciso ponderar rapidez e segurança.
Especialmente indicado para
- Crianças em idade escolar a partir dos 6 anos que gostam de rapidez
- Grupos de quatro ou cinco pessoas: mais difícil
- Viagens e passeios: na edição alemã analisada, uma lata de metal pequena
Menos indicado para
- A dois: só a partir de três pessoas
- Crianças que lidam mal com a agitação e com a perda de cartas
A nossa conclusão
Grabolo vale a pena para crianças em idade escolar a partir dos 6 anos que gostam de rapidez, e para viagens ou passeios: as regras são simples, não há tempos de espera e, na edição alemã analisada, a lata leva-se facilmente. Os limites são o mínimo de três pessoas, a agitação e a perda de cartas; no conjunto, as análises mantêm-se sóbrias.
Para começar bem
- Dispor as 36 cartas da edição alemã analisada voltadas para cima, sem se sobreporem.
- Ao dizer o nome, também se pode dizer o próprio; um palpite certo garante a carta.
Em pormenor
Variantes e número de jogadores
A autora é Maureen Hiron; segundo o Luding, a primeira edição foi publicada pela stragoo (Essen 2012) e a da Game Factory (Essen 2014) saiu mais tarde. Para a edição da Game Factory, o spielen.de indica de 3 a 5 pessoas, a partir dos 6 anos e entre 10 e 15 minutos. Na edição alemã analisada, segundo o Reich der Spiele, há um dado de número e um dado de cor, bem como 36 cartas de números de 1 a 6 em seis cores. Nessa edição, o Brettspielblog e o Hall9000 referem cartas redondas numa lata de metal. Segundo o Spieletest.at, que analisou a edição da stragoo, a componente de memória aumenta com o número de jogadores.
O que dizem as análises
O Reich der Spiele considera Grabolo um jogo para levar em viagem e para oferecer, com regras simples, em que se começa logo a jogar; em grupos grandes, torna-se mais barulhento, o que aumenta a diversão. O Hall9000 descreve um jogo de reflexos com uma componente de memória que não se deve subestimar, barulhento e turbulento em grupos grandes, onde é mais divertido. O Spieletest.at destaca que não há tempos de espera, porque todos jogam ao mesmo tempo, e aponta como defeito, na edição da stragoo, os algarismos brancos sobre fundo branco e o castanho e o vermelho no dado de cor.
Em comparação
Speed Cups (a partir dos 6 anos, de 2 a 4 pessoas, cerca de 15 minutos) partilha com Grabolo a perceção e a rapidez, a que se juntam a motricidade fina e a flexibilidade; em Speed Cups, todos constroem ao mesmo tempo com copos segundo cartas de desafio e batem na campainha. Speed Cups convém a crianças que gostam de construir em competição, menos a crianças sensíveis ao barulho. Dobble (a partir dos 6 anos, de 2 a 8 pessoas, cerca de 15 minutos) partilha com Grabolo a perceção e a rapidez, mas combina-as com a linguagem; Dobble convém a partidas curtas a qualquer hora, menos a crianças que perdem depressa a vontade sob pressão do tempo. Grabolo (a partir dos 6 anos, de 3 a 5 pessoas, cerca de 10 a 15 minutos) só se joga a partir de três pessoas, é mais difícil a quatro ou a cinco e convém a viagens e passeios, menos a crianças que lidam mal com a agitação e com a perda de cartas.
Fontes
Perguntas frequentes
Qual é a idade recomendada para Grabolo?
A idade recomendada para Grabolo é a partir dos 6 anos. Está pronta a criança que associa depressa números e cores e gosta de rapidez. Quem lida mal com o reboliço e com as cartas perdidas fica menos bem servido.
Quanto tempo dura uma partida e quantas pessoas podem jogar?
Uma partida dura cerca de 10 a 15 minutos. Jogam de 3 a 5 pessoas, umas contra as outras; a dois não funciona. Ganha quem primeiro tiver dez (a três), oito (a quatro) ou seis (a cinco) cartas.
Que competências se podem desenvolver com Grabolo?
Pode estimular a perceção e a rapidez, bem como a memória. Procura-se uma carta por cor e número ao mesmo tempo; quanto mais cartas estiverem atribuídas, mais há a memorizar: quem ficou com qual, e mudou de dono?
Grabolo é um jogo barulhento?
Com mais participantes, torna-se barulhento e frenético, o que várias análises incluem entre os atrativos. Já quem lida mal com o reboliço e com as cartas perdidas pode ficar depressa sobrecarregado.



